quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um sonho....ou não.....

Voce agarrada no meu corpo.... Sua respiração na minha nuca. Arrisco me desvencilhar e voce me segura entre teus braços e tua boca...,pressionando meu sexo, como que tentando aquietar meu corpo. Quando te viro, te deixo de braços e pernas abertas para o teto, teus olhos se abrem; leve movimento de um dos cantos dos lábios para cima, como quem a consentir a minha satisfação. Levanto-me; sento-me na poltrona e percorro teu corpo com meus olhos. Lábios secos, língua inquieta. Voce olha para mim. Sorri...sorriso safado quase que envergonhado. Ajeita-se na cama. Olha-me novamente. Apoia a cabeça no seu braço esquerdo e desce, lentamente, sua mão direita pelo seu corpo. Abre minhas as pernas e começa a acariciar o teu sexo. Minha boca se enche de desejo ficando molhada desejando sentir teu gosto...teu cheiro.... Voce pára, sorri. Olha de uma forma perturbadora para mim, enfiando seu dedo em voce mesma...Me enlouquece ... Consigo ver o brilho de sua "sede". Olho para voce e começo a tocar o meu sexo. Voce me olha curiosa..... parando de se tocar e vem até mim feito fêmea no cio, passando a língua no meu sexo como a querer sentir o gosto do meu desejo. Levanta-se; senta-se na outra poltrona diante da minha; uma olhando para outra. Cada uma se tocando, aumentando o tesão da outra. Paro. Sinto sede. Levanto, abro a porta, e escuto seus passos atrás de mim. Abro a geladeira, pego uma cerveja, vou até a pia....Voce chega passa na minha frente se vira e eu te erguo até te sentar na pia, vou enfiando meu dedo em voce ao mesmo tempo que minha língua invade tua boca. No teu gozo, desçe da pia jogando meu corpo no chão; abro suas pernas deliciando-me com seu gozo. Rimos um pouco. Voce bebe um gole de minha cerveja. Voltamos; nos deitamos. O sono vem; seu corpo no meu; adormeço.....

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Casal de Lésbicas ganha direito de adotar crianças

Lídia Guterres e Luciana Reis Maidana têm um compromisso com o cartório de Bagé, no sul do Rio Grande do Sul, nos próximos dias. Juntas, como as mães adotivas legalmente reconhecidas de dois meninos de 7 e 6 anos, vão acrescentar o sobrenome de Lídia nos documentos de identidade dos garotos. Embora aparentemente prosaica, a burocracia esconde uma vitória histórica para casais homossexuais de todo o Brasil. As crianças foram adotadas desde o nascimento, há cerca de sete anos, por Luciana, uma psicóloga de 35 anos. Na época, Luciana e Lídia já viviam como um casal (estão juntas há 12 anos), e os filhos adotivos foram criados pelas duas mulheres, sob o mesmo teto.
A criança mais velha foi adotada com 19 dias de vida. O mais novo saiu direto da maternidade para a casa da família. Mas, como a legislação brasileira não dá direitos plenos a casais de pessoas do mesmo sexo, os dois garotos eram apenas filhos de Luciana aos olhos da lei. A situação causava certa insegurança para a família. Se algo acontecesse com Lídia, os garotos não teriam direito a sua herança e benefícios sociais.
Ontem, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o direito de Lídia, fisioterapeuta e professora universitária de 44 anos, adotar as mesmas crianças. Não é a primeira vez que um casal gay ganha a guarda de filhos adotivos em conjunto na Justiça, mas foi a primeira vez que um tribunal superior brasileiro reconheceu esse direito, uma decisão que tem força para abrir precedente para que todos os casais em situações semelhantes regularizem a adoção de filhos adotivos. Nos demais casos, o Ministério Público não recorreu das decisões de primeira e segunda instância e, por isso, estes pedidos não chegaram ao STJ. Após mais de quatro anos de espera – o processo começou no final de 2005 –, Lídia e Luciana esperam continuar com a pacata vida no interior gaúcho. Durante o período, o casal manteve a batalha sob sigilo, mas, desde ontem, atendem a imprensa de todo o Brasil para dar detalhes do caso – que ainda pode ser contestado no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o Ministério Público ainda não se pronunciou se pretende recorrer da decisão.Lídia e Luciana atenderam o UOL Notícias por telefone, e falaram sobre o sonho realizado de garantir direitos plenos aos filhos.

Como vocês receberam a notícia da vitória no STJ?
Luciana - Com alegria, porque agora temos segurança jurídica para os nossos filhos. Se algo acontecer comigo, dá o direito para ela [Lídia] de permanecer com eles. Porque, afinal de contas, eles foram criados por duas mães.

A ação era um desejo pessoal da Lídia? Ou vocês tinham esse objetivo como casal?
Luciana - Na verdade, eles já haviam sido adotados pelas duas. Mas, com a lei não permitia, tivemos que fazer a adoção no nome de uma só. Nós passamos juntas pelo processo todo de adoção, como companheiras.

Vocês tinham o objetivo de ganhar a ação para conquistar um direito para todos os casais que vivem a mesma situação que vocês? Ou era um objetivo somente particular?
Luciana - Não. Era uma coisa para eles. Queríamos garantir a seguridade deles. Mas, graças a Deus, abriu uma porta para as outras pessoas que têm essa vontade, mas que talvez não tivessem a coragem.

Alguma organização não-governamental ou alguma entidade ligada aos direitos dos homossexuais vinham acompanhando a ação junto com vocês? Algum representante desses grupos ligou para parabenizá-las?
Luciana - Não. Só nossos amigos particulares e nossos familiares. Organizações desse tipo, nenhuma. Em absoluto. Nós procuramos nos manter meio que no anonimato para não expô-los, para não criar situações constrangedoras nem para eles nem para nós. O preconceito ainda existe, né? Ainda existe.

Você acha que muda algo na vida dos seus filhos agora que eles têm dois pais oficializados?
Luciana - Pais, não. Mães (risos). O fato de eles morarem com duas mães e chamarem duas mulheres de mães, mas ter o sobrenome só de uma. Isso até eles nos cobravam. Eles assinavam os nomes e colocavam Guterres (sobrenome de Lídia, que ganhou o direito à adoção na ação julgada pelo STJ ontem) no fim. E daí a gente dizia: "Não, não tem Guterres ainda, meu filho". Ele respondia: "Mas por que, mamãe, se a mamãe Lídia também é minha mamãe?". Foi isso que nos levou a entrar com a ação.

O relator do processo no STJ, o ministro Luis Felipe Salomão, disse no seu voto que "os laços afetivos entre as crianças e as mulheres são incontroversos", como forma de ressaltar o vínculo familiar. Mas, de alguma forma, você acredita que seus filhos estão crescendo de um jeito diferente de que outras crianças por terem duas mães?
Luciana - Não. É uma situação totalmente normal. Somos uma família com duas mamães. Para eles, não tem papai. Todos nos amamos, brincamos, fazemos os temas juntos, almoçamos juntos, jantamos juntos, saímos para a praça juntos. E eles são extremamente carinhosos conosco. Nunca sofreram nenhum tipo de preconceito. Agora, não sei como vai ser. Mas, até então, nunca.

Eles perguntaram alguma vez por que não têm pai?
Luciana - Não. Isso é curioso até. Eles sabem que não têm pai porque sabem que são adotados, que têm pais biológicos. Para eles, essa situação é muito normal porque eles estão conosco desde que nasceram. E eles não estranham que os primos e os coleguinhas têm papai, até porque os coleguinhas nunca estranharam também. Nós vivemos uma vida extremamente normal.
(Luciana passa o telefone para Lídia)

Você se sente mais mãe do que antes?
Lídia - No sentido materno, não. Juridicalmente, sim. Mas nunca me senti menos mãe porque não tinha eles no meu nome. Eu era mãe mesmo.

A falta de reconhecimento legal das duas mães provocava algum receio específico sobre o futuro deles?
Lídia - Sim, por exemplo: se eu morresse. Meus bens iriam para outros membros da família e não para os meus filhos. Eles também não teriam direito à pensão, plano de saúde, seguros sociais. Eles não teriam direito a nada disso caso não pudessem ser registrados como meus filhos. Agora, terão os mesmos direitos de outros filhos.

Vocês comemoraram a decisão com festa?
Lídia - Com a família, ainda não. Não tivemos tempo, talvez no final de semana, quando não estaremos no meio da semana, com trabalho. Mas muitos amigos, familiares e até pessoas que não conhecemos nos ligam, nos parabenizam, passam por aqui. As pessoas que sabiam da nossa espera estão nos parabenizando.

Por Alexandre de Santi
Retirado de UOL Notícias

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sem Passado

Deslizava o dedo de leve pelos bicos dos seios rígidos pelo contato da língua que brincava sem pressa aqui e ali, como se não tivesse destino certo para direcionar todo aquele prazer que parecia infindável.

Chegou ao sexo, abocanhou de leve o clitóris sugando-o como se beijasse a boca que estava entreaberta em gemidos. Os olhos fechados, a carne trêmula, a respiração ofegante. O sexo contraía e relaxava enquanto erguia os quadris esperando que a língua entrasse mais fundo no ritmo desordenado do desejo.

As unhas pressionavam nas costas quando o sexo foi de encontro ao seu e confundiu o esmalte vermelho com o sangue que minava das marcas deixadas. Não esperava que o orgasmo viesse tão sôfrego, tão melancólico em meio à loucura, se repetindo tantas vezes quanto puderam suportar, empurrando-se como se não quisesse mais largar, num duelo de mãos e desejos intermináveis.

A música alta silenciou o gemido mais forte, mas foi ao ouvido que disse: Eu te amo! Com lágrimas nos olhos, sorriso nos lábios, sexos molhados e respirações voltando ao normal no peso dos corpos suados e ainda quentes do amor. Pairava no ar o cheiro, o viço de algo interminável, insaciável e incondicional. Como se outro corpo jamais tivesse feito parte daqueles corpos unidos em cadência, lascívia e paixão.

Não busque respostas para o que o momento não repete. Era único e palavras não existiriam para descrever aqueles dias. Não falavam sobre isso nunca. O passado não interessava. Nada queriam saber sobre outros relacionamentos. Era aquele momento eternizado no beijo demorado e no suor que escorria do corpo sobre o outro molhando os lençóis e deixando sua marca eternamente naquela mesma cama onde o passado tantas vezes se fez presente.

Fez de cada dia uma poesia, um soneto, uma composição lenta de sentimentos e alegrias pausadas pelo sempre ter que ir para algum lugar. Ainda assim, estavam em união o tempo todo. Naquele amor sem receio de ser amor, sem medo de realizar tudo que o momento necessitava, aplacava a dor dos amores passados trazendo o esquecimento quando seus olhares se cruzavam.

Esperança e outono. Início e fim.

Por Fabíola Colares

Hummmmm, interessante...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Fogos e sirenes

Não entendo o motivo de soltarem fogos em jogos de futebol, é um desperdício. Além de assustarem todo mundo. Por que o fazem? Será que pensam que todos querem ter conhecimento do jogo? De quem ganhou, quem perdeu? Ou que o mundo compartilha esse gosto por vinte pessoas correndo atrás de uma bola? Enfim, não vem ao caso agora.
Encontrava-me no teatro durante o último jogo. Depois, fui a uma lanchonete. O foda é que não me liguei na possibilidade de encontrar torcedores fanáticos discutindo sobre o jogo. Foi, claro, o que aconteceu.
Sentei-me no balcão, longe das mesas lotadas de idênticas pessoas com suas idênticas camisas de times – não eram, mas foi minha impressão. Pedi uma daquelas coxinhas oleosas, uma Coca e fui feliz. Sei que essas coxinhas não são muito recomendáveis, mas essa estava particularmente gostosa, talvez porque tivesse muito recheio. Pedi outra. No momento exato em que ia mordê-la, algum filho da puta soltou um desses rojões espantosamente perto da dita lanchonete. Sim, me assustei e, como qualquer ser normal, olhei na direção do barulho. Não era um filho da puta, era uma filha da puta, cuja mãe deveria estar muito feliz quando resolveu criá-la. Cabelos pretos curtos e espetados, bochechas rosadas, pequenina. Uma graça. O único defeito visível era, claro, a camisa de torcedor. Paciência. Olhei olhei e olhei. Mordi minha coxinha pensando em morder a dela. Parecia tão suave, até infantil. Ela soltou mais dois rojões antes de eu perceber que aquele era outro defeito: a fixação doentia por explosões. Pensei não dará certo, a não ser que goste muito de outras explosões afinal, que mulher não gosta?
Voltei para a causadora do meu futuro problema de saúde, quem saberia? Olhei para os suportes das bebidas alcoólicas na parede: 51, Canarinha, Providência, Salinas. Meu deus, aquilo era uma lanchonete ou um alambique? Foi quando ouvi ‘Lu, me dá uma Salinas caprichada’ numa vozinha fina que descobri outro defeito da pequenina: uma Maria-Cachaça. Desisti. Incompatibilidade total, até na cama seria assim, muito provavelmente. Não que eu só quisesse foder, longe disso, adoro romantismo. Bem…

Ela me olhou, sorriu, eu sorri. Sem graça, pensando será que ela sabe que a olhei tanto? Logo descobri. Ela disse: gostou do que viu? e eu: ahn? e ela: vi você me olhando. Pensei já que foi tão sincera e direta, também serei: sim, gostei do que vi, mas notei algumas incompatibilidades, você bebe, torce e solta rojões, desanimei. Uma gargalhada, seguida por um sorriso. Sinceridade acima de tudo, ouvi. Sorri. Ela bebeu sua cachacinha e voltou para os amigos.
Terminei minha Coca, fui ao banheiro. Dedos e lábios engordurados, sabem como é… lavei-me, enxuguei-me e fui jogada na parede por um ser mínimo com uma força espantosa. O meu abrir de lábios para uma leve exclamação de surpresa foi o suficiente para aquela lingüinha atrevida entrar. E foi muito bom. Ela me levou para um box, trancou e sussurrou: incompatibilidade, é? talvez não. Sentou-me na tampa do vaso – quase morri de asco, desculpem, sou higiênica – enlaçou-me com aquelas perninhas e continuou a me beijar. Peguei sua cintura fina e me lembrei da camisa de torcedor. Tirei-a. Não poderia continuar com ela, entendem o que quero dizer? Vi um sutiã preto mínimo, escondendo peitos mínimos. Mínimos, verdade, mas lindos. Beijei, lambi, mordi. Ela parecia uma gatinha no meu colo, se contorcendo muito linda. Mordi o pescoço branco, deixando uma marca que deveria durar umas boas duas semanas.
Aquelas mãozinhas ávidas soltaram meu cabelo – não gosto de cabelos presos, ela disse – tiraram minha camiseta e abaixaram o sutiã. Tirar pra quê?, pensei. Senti a lingüinha atrevida nos meus mamilos dessa vez, e senti também os dentinhos mordendo, e os lábios beijando. Não emiti um ruído, um gemido, e acho que isso deixou-a irritada porque me mordeu com uma força desnecessária. Saiu um puta que pariu da minha boca, ela riu e me beijou. Não, não se desculpou, não se iludam.
Engraçado como tudo parece acontecer já planejado: ouvimos a porta do banheiro bater. Ótimo, alguém entrou, pensei. Ela também, pelo visto, porque aumentou a intensidade da esfregação em mim e, nessa hora, meninas, tive MESMO que controlar os gemidos. Ela saiu do meu colo, ajoelhou no chão e desceu. Tentou tirar minha calça, não conseguiu. Dedos muitos ávidos, muito apressados, impossível tirar uma calça como a minha: complexa. Não, não a ajudei. Ela só queria ouvir-me gemer, ou controlar os gemidos, queria fazer com que eu me fodesse, a pequena não valia nada. Puxei a dita cuja, joguei na parede e abri o fecho de seu shortinho mínimo. Sou muito experiente na arte de abrir fechos. Enfiei a mão direita dentro da calcinha e senti o paraíso sofrendo uma enchente surpresa. Comi. Agora eu havia invertido os papéis, era ela quem deveria se controlar. Ouvi mais fogos, mais rojões e me assustei. Ela tentou se aproveitar do meu momento de fraqueza, abrindo minha calça. Retirei a mãozinha absurda. Queria fazê-la gozar. Queria ouvi-la gemer mais e mais, só para aprender. Ouvi gemidos junto de pedidos de pare, por favor, não faz isso comigo, isso não é certo, não é justo – e uma porta batendo. Parei. Ela também. Nenhum ruído. Menos mal, certo? Errado. Mas ainda não pensávamos isso. Continuei o trabalho, ela continuou com os pedidos. Parei por um momento, levei meu dedo aos lábios dela, ela sugou sugou, sentiu seu próprio gosto com tanta vontade que eu também quis. Abaixei o short, afastei a calcinha, me ajoelhei – quase deitei, na verdade… – e lambi. Foi minha língua encostar e eu não sentir mais uma enchente, mas o rio Amazonas transbordando. Mordi um pouco, de leve, chupei o grelinho mais bonitinho que já havia visto e ela tremeu. Mas ainda não gozou, o que foi uma pena. Levantei-me, comi-a de novo. Meus movimentos eram comemorados com mais fogos, mais rojões. Parecia que todos lá fora queriam que acabássemos com a coisa toda de uma forma muito boa. Os gemidos da pequenina aumentaram, aumentaram os pedidos para parar, por favor, não faz isso comigo e eu ouvi passos, mas não me importei, nem ela. Ela estava gostando, pelo visto, porque os pedidos continuaram, aumentaram os gemidos, e ouvi não para, não para seguido de uma batida forte na porta – a NOSSA porta – que se abriu e nos mostrou para dois homens e uma mulher.
A vergonha me consumiu, lógico, mas não afetou a pequenina. Ela simplesmente disse saiam, por favor, eu estava quase gozando. A mulher ficou vermelha, um cara também e o outro fez uma cara de safado incompreensível (ou nem tanto). Eles se foram, a pequenina voltou a pedir para eu continuar, e continuamos. Até ela gozar. Não tive mais clima para nada, dei uma desculpa qualquer e saí do banheiro meio fugida, e da lanchonete também. Só descobri o nome dela algumas horas depois, quando vi, solitária no meu apartamento, o jornal da madrugada. Um daqueles rojões estourou o pneu de um carro, com três pessoas dentro. A polícia foi chamada, também os bombeiros e, claro, a imprensa. Marcela Marques, a pequenina, deu uma ligeira entrevista. Não sou dona dos rojões, disse, um rapaz simplesmente jogou um daqueles no carro e pronto. Conseguiu algumas testemunhas que viram (será?) o tal rapaz e tudo ficou bem, exceto com um pedestre que foi atingido por uma lasca de pneu e foi levado por uma ambulância para um hospital qualquer. Que falta de sorte.
Pequena menina travessa, nunca mais a vi. Mas lembro-me dela sempre que ouço fogos. Ou sirenes.

Por: Darla

domingo, 28 de março de 2010

Pedaços de mim

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar

pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.


Por: Martha Medeiros

Sonhos

Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Autor Desconhecido