terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Olha-me de novo

Tarde de inverno. Perdida em meus pensamentos caminho meio apressada, ansiosa por encontrá-la, afinal, seria a primeira vez que iríamos nos ver. Na verdade, ela iria me ver, porque eu já a tinha visto algumas vezes. Apesar de nunca ter tido coragem de me apresentar. Conheci através de um bate-papo há uns três anos atrás e por motivos que prefiro não comentar aqui pra vocês, por que me envergonho disso e com certeza vocês iriam me achar uma louca de pedra, acabei magoando-a e me afastando dela, apesar de nunca a ter esquecido. Lembro de nossas conversas no MSN, Orkut, também as mensagens trocadas no celular e, principalmente de nossas conversas na madrugada pelo celular que só de lembrar me arrepio inteira. Mas isso também eu não vou contar pra vocês rsrs.

Ah! Já ia esquecendo de me apresentar pra vocês. Meu nome é Lívia, tenho 26 anos, casada e tenho um filho. E só pra constar NUNCA BEIJEI UMA MULHER! Isso mesmo que ouviram NUNCA BEIJEI UMA MULHER! Podem achar isso estranho, mas mesmo me sentindo atraída por mulheres eu nunca tive coragem de deixar nenhuma chegar perto. Lembro de quando contei isso pra Fernanda (a minha Morena) ela riu e não acreditou, em parte por causa de alguns contos meus, também pelas nossas conversas pelo celular nas madrugadas.
Fernanda tem 21 anos, morena gostosa e tem uma namorada.
Apresso o passo e o coração acelera junto, as lembranças voltando uma a uma com a mesma intensidade. Tento me acalmar a cada passo, o que está sendo quase impossível. O celular vibra no meu bolso, olho e é mais uma mensagem da Fernanda;
“Não vai me deixar aqui te esperando mais uma vez não né?”
Sorri e lembrei que toda essa história começou assim com uma mensagem no celular.
Respondi: “Imagina. Eu já estou chegando!”
Marcamos de nos encontrar numa praça em frente à praia, um lugar que ela adora. Já tinha visto ela muitas vezes neste lugar, mas só a observava de longe...
Chego à praça e lá está ela, sentada olhando o mar. Caminho em sua direção e paro ao seu lado.
-Oi morena. –disse e ela se virou. Confesso que me preparei muitas vezes para esse encontro, mas nada define o que senti no momento em que ela me olhou e o turbilhão de sensações e sentimentos quando ela sorriu e me abraçou. Foi um abraço apertado de saudade como se pudéssemos apagar toda aquela espera.
Prolonguei ao máximo aquele abraço, com medo de que no momento que a soltasse ela fosse embora e eu não voltasse a vê-la nunca mais...
Não sei por quanto tempo ficamos ali abraçadas... Nem consigo descrever o misto de sensações de me ver ali naquele abraço, mas uma coisa deu pra perceber logo que ela se afastou de mim e desviou o olhar.
Ela é tímida.
Sentamos lado a lado.
-Então você é a Lívia?-ela falou.
-Sim morena. –respondi olhando-a e sorri quando mais uma vez ela desviou o olhar.
-Por que se escondeu tanto de mim? Quis tanto estar com você! Pedi tanto a Deus para que você voltasse. –ela disse.
-Morena... Eu nunca quis magoar você.
-Senti tanto a sua falta... Você não sabe o quanto... –dessa vez ela falou olhando diretamente nos meus olhos. Conversamos por algum tempo e eu pude perceber o quanto eu tinha feito mal pra ela, mas, ao mesmo tempo, pude perceber que ela estava feliz em me ver apesar de tudo...
Nesse momento muitas coisas passaram pela minha cabeça, um verdadeiro flashback de tudo o que tinha acontecido desde que a conheci há três anos. E agora eu aqui de frente pra ela, coisa que eu não imaginava que fosse um dia acontecer. Meu coração só pedia uma coisa. Que ela me olhasse de novo, dessa vez sem mentiras. Eu estou disposta a fazer ela ver o quanto é especial pra mim! O quanto é bom tê-la novamente em minha vida. Senti vontade de dizer tantas coisas, tudo o que eu tava passando dentro de mim. Abri a boca e adivinha o que falei?...
-Você me deve uma cerveja. –ai que raiva! Como eu queria ter mordido a minha língua agora!
-É eu sei. Devo essa cerveja há três anos! Vou te pagar hoje! –sorriu, e se eu tinha tropeçado nas palavras antes, imagina agora depois desse sorriso. –Vamos?
-Sim. –caminhamos lado a lado, e eu ainda procurava as palavras, mas elas fugiram todas!rsrs...
Fomos até um barzinho ali perto, sentamos e ela pediu uma cerveja. Conversamos sobre varias coisas, na verdade ela falava e eu tentava me concentrar no que ela dizia. Ou será que eu sou tímida? Mas a verdade é que tava difícil controlar o misto de sensações que dentro de mim. Sem falar que eu não tava conseguindo parar de olhar pra ela. Falar com ela pelo celular já me causava milhares de sensações, imagina agora tendo ela tão perto de mim...
Respirei fundo pra tentar me acalmar. Relaxa Lívia senão você assusta a garota!rsrs...
Mas tive mais uma constatação hoje: Por que o tempo passa rápido quando estamos com quem gostamos? Eu tinha que voltar pra casa, já estava quase na hora do meu filho chegar da aula. E infelizmente eu tinha que ir. Como se adivinhasse meus pensamentos ela disse.
-Já esta na hora de você ir não é?
-É tenho que ir. –respondi, com um aperto no coração. Eu não queria ir, queria ficar mais um pouco com ela. –Você vai ter que me deixar retribuir a cerveja. Deixa? –sorri pra ela. Era só um pretexto pra vê-la de novo. Dessa vez as palavras saíram certas.
Andamos cada uma presa em seus pensamentos e sensações. Eu sabia que mexia com ela, do mesmo jeito que ela mexia comigo. Às vezes flagrava ela me olhando de um jeito que me deixava totalmente arrepiada. E tive que controlar muitas vezes para não ceder ao impulso de beijá-la. Chegamos à rua que dava para a casa dela. Despedimo-nos e ela foi embora. Eu continuei a andar em direção a minha casa, mas os meus pensamentos se foram com ela e a saudade já está dentro de mim. Não via a hora de estar com ela de novo. O que aconteceu dois dias depois...
E lá estava eu novamente caminhando apressada, com o coração batendo feito louco, ansiosa por encontrá-la...
Marcamos no mesmo lugar. Conversamos muito e nem vimos o tempo passar. Mais uma tarde tinha ido embora, já era noite e eu tinha que voltar pra casa. Como da outra vez ela foi andando comigo, chegamos à rua que dava pra casa dela.
Eu já ia me despedir, quando ela perguntou:
-Não vai me dar um beijinho?
Eu me aproximei pra dar um beijo no rosto dela, como tinha feito antes, só que ela me abraçou, virou e me deu um selinho meio torto, que não deve ter durado um segundo, mas foi o bastante pra me deixar louca; foi como se uma corrente elétrica percorresse meu corpo todo. Nossos olhos se encontraram e tive que fazer um esforço pra não agarrar ela ali mesmo no meio da rua. Afastei-me o mais rápido que pude dela ou não responderia por mim.
Cheguei em casa como? Não sei... Só sabia de uma coisa: pela primeira vez eu tinha beijado uma mulher, se bem que só foi um selinho, mas que disparou meu coração e me deixou com um gostinho de quero mais. Queria beijá-la de novo só que dessa vez não seria só um selinho, queria sentir seu gosto, sua língua na minha, queria sentir ela inteira!
Alguns dias se passaram e eu não conseguia parar de pensar nela, na verdade eu NÃO queria parar de pensar nela. Falávamo-nos todos os dias, tocávamos mensagens no celular o dia inteiro, sem falar de nossas conversas às madrugadas... Já estava à beira da loucura, estava tendo sonhos eróticos com ela, acordava tão excitada que tinha que tomar um banho frio pra conseguir dormir de novo. Ela já tinha tomado todos os meus pensamentos! Tinha que encontrá-la outra vez...
Encontramo-nos dessa vez num shopping, rodamos por alguns minutos vendo as vitrines, até que ela quis entrar numa loja pra experimentar uma roupa, escolheu algumas peças e se dirigiu ao provador. Eu a segui, lógico. Entrei junto no provador, mas não era roupa que eu queria experimentar e sim a boca dessa morena que estava me tirando o sono!
Ela entrou e fechou a cortina, o provador estava cheio de gente e eu esperei até ela me chamar pra ver se a roupa tinha ficado legal! Mas acho, não tenho certeza, ela estava com as mesmas intenções que eu por que assim que ela abriu de novo a cortina do provador percebi que ela não tinha trocado de roupa e me olhava de um jeito...
-Vem... –ela me chamou e eu nem pensei duas vezes, entrei no provador. Ela fechou a cortina e por um segundo esquecemos de onde estávamos, foi como se o tempo tivesse parado... Eu a beijei...
Meu Deus! Que loucura! Sua boca era muito macia, o jeito de beijar, ninguém nunca me beijou assim. Eu estava atônita. Foi quando senti seu corpo encostar-se ao meu, me arrepiei inteira, segurei em sua cintura, a puxei pra mais perto, parecíamos uma pessoa só. Estremeci...
Ela se afastou um pouco parecia estar tão atônita quanto eu e percebi que ela me queria com a mesma intensidade. Encostei meu corpo no dela novamente, coloquei a mão na sua nuca e puxei-a pra mim, nossas bocas se encontraram com urgência e eu a senti estremecer; nesse momento uma garotinha começou a balançar a cortina do provador trazendo-nos de volta a realidade. Saímos do provador.
Sentamos na praça de alimentação, tomamos um sorvete que pra mim nem gosto tinha, eu ainda sentia o gosto do beijo, tava louca pra beijá-la outra vez. Não conseguia desviar os olhos dela.
Definitivamente eu estava apaixonada por ela. Fato: APAIXONADA POR ELA.
Voltei pra casa nas nuvens... Com todos os meus pensamentos nela.
Isso já nem me surpreende mais, pois desde que ela tinha reaparecido na minha vida os meus pensamentos eram todos pra ela.
Alguns dias se passaram e a Fernanda teve que viajar, iria passar as férias com a família em uma cidade vizinha. Passaria um mês lá. Eu já não me agüentava de saudade, de vontade de vê-la. Apesar de nos falarmos todas as noites, estava cada vez mais difícil suportar a saudade.
O jeito era ir atrás dela e foi o que eu fiz. Acordei cedo, liguei pra rodoviária, vi o preço da passagem, me arrumei liguei pra ela e avisei que estava indo vê-la.
Ela nem acreditou, mas em uma hora eu já estava olhando nos olhos dela outra vez.
-Você veio. –ela me abraçou forte.
-Eu disse que vinha.
-É... Vamos, vou levar você pra fazer um tour pela cidade. –ela sorria meio tímida, mal olhando pra mim. Adoro esse jeitinho dela! Rodamos por alguns minutos e ela ia falando sobre a cidade e eu não conseguia parar de olhar pra ela. Devia estar com cara de boba apaixonada. Mas não tinha como disfarçar, confesso que não quero disfarçar!
Almoçamos, ela continuou me mostrando a cidade e depois fomos até a casa da mãe dela.
Chegamos. É uma casa bonita, um lugar bastante aconchegante, bem iluminado. Ela mandou que eu ficasse a vontade e saiu. Fiquei admirando aquele lugar.
-Vem cá Lívia. –ela chamou da cozinha, fui até ela e percebi que estávamos sozinhas.
-Me dá um pouco de água Morena? –precisava esfriar as idéias. Ela parou do meu lado com o copo de água e ficou olhando enquanto eu bebia. Era incrível! Por dentro eu estava tremendo cada vez que ela me olhava daquele jeito. Nem concentração pra beber água eu tinha. Desviei o olhar e ela me roubou um selinho.
-Roubei. –disse com um sorriso safado.
Eu já estava fervendo com aquele sorriso perdi totalmente o controle. Bebi a água num gole só. Ela continuava sorrindo.
-Vem comigo Lívia. Vou te mostrar o resto da casa. –disse.
Eu a segui até o andar superior da casa, ela falava algo que eu não sabia o que era, devia ser grego, inglês, latim, sei lá. Ela tinha o poder de bagunçar todos os meus pensamentos, me deixava totalmente zonza! Eu só conseguia prestar atenção na morena de mini-saia a minha frente, no seu cheiro e no gosto do seu beijo.
De repente ela parou na minha frente. Foi quando vi o seu olhar, agora tinha certeza ela queria o mesmo que eu. Fui num impulso, o beijo maravilhoso. Pronto!
Não dei nem tempo pra ela pensar, queria devorá-la inteira e ela correspondia de mesma forma. Fui empurrando-a até encostá-la na parede. Me agarrava a ela em um beijo tão profundo e urgente que me faltava o ar.
Afastei-a, precisava respirar, mas ela nem me deu tempo de dizer nada, nossas bocas voltaram a se encontrar com tanta rapidez, tanto desespero, as mãos dela passeavam pelo meu corpo me deixando louca de tesão. Ela foi me empurrando, me colando na parede, tudo sem descolar a boca da minha, meus braços em volta do seu pescoço, massageando sua nuca, ela geme e isso me dá mais prazer. Eu ofegava... Respirar já não sabia o que era.
Deu-me um beijo longo e sedento, demorado, que me tirou o ar. Ela começou a se esfregar em meu corpo e eu já não era mais dona de mim! Meu corpo praticamente dizia o que ela tinha que fazer. A cada toque, cada beijo. Eu já não mandava. Beijou meu pescoço, mordeu. Foi até minha orelha e sussurrou:
-Você é tão gostosa neguinha! –me arrepiei inteira.
Ela sentiu e deu um sorriso lindo, desenhou minha boca com os dedos e beijou. Um beijo doce, suave. Ficamos nos olhando num breve instante revelador.
Os lábios dela procuraram os meus que se abriram numa entrega sem restrições. Num beijo que deixa transparecer tudo o que estava sentindo: Desejo, redenção, e então... Amor. Naquele momento teria implorado para que ela me tocasse. Fernanda também parecia tomada pela mesma insanidade. Essa morena me deixava num transe de loucura... Ela era incrivelmente sexy, linda, intensa, total e deliciosamente irresistível... Abracei-a mais forte, com minhas mãos em sua cintura puxando-a cada vez mais para perto e a beijei com paixão, subi minhas mãos pela suas costas até chegar aos seus cabelos, comecei a sugar sua língua e a me esfregar devagar.
-Fernanda! –alguém a chamou do lado de fora.
Demos um pulo, ela se afastou rapidamente. Era uma tia dela que tinha chegado.
Não sei se poderia dizer QUE SORTE OU QUE MALDITO AZAR!
Nossos olhos se encontraram numa muda promessa...
Ela me levou à rodoviária, peguei o ônibus. Parecia estar flutuando de tanta alegria. Passei a mão no cabelo, fiquei sentada ali quase em transe o caminho todo.
Cheguei em casa tomei um banho rápido; ainda enrolada na toalha deitei na cama e fiquei me lembrando do que tinha acontecido, do toque suave dela... Meu corpo tremia só de lembrar. Acabei adormecendo pra acordar no outro dia após um sonho maravilhoso com minha morena. Sonhos que já faziam parte da minha realidade, pois eu não passava um só segundo do dia sem pensar nela. Tudo o que eu mais queria era estar ao lado dela pelo resto da minha vida!
Nunca um mês demorou tanto a passar... Contava os dias no calendário, matava a saudade através de mensagens, de telefonemas...
Enfim, ela voltou e eu já contava os segundos que faltavam para eu vê-la novamente.
E numa dessas conversas de madrugada ela me convidou para ir até a casa dela. Eu sabia que ela morava sozinha e mil coisas passaram pela minha cabeça. “O que aconteceria? Só vai saber se for ate lá! Mas eu vou estar no território dela! Nunca nenhuma outra pessoa tocou em mim a não ser o meu marido. E se a namorada dela aparecesse? Deixa de ser boba! Vai logo de uma vez!”
Daí lembrei de uma frase que uma amiga me disse uma vez: “Nunca vai saber, se não se permitir! PERMITA-SE!” E eu respondi que sim!
Acordei mais que ansiosa; contei as horas pra esse encontro. Enquanto caminhava em direção à casa dela comecei a rir da ironia do destino, pois minha casa ficava bem perto da dela... Tão perto e ao mesmo tempo tão longe...
Avistei-a... Estava com um shortinho branco e blusa preta. LINDA!
Cheguei perto e ela me olhou daquele jeito que me deixa zonza.
Ela tão parecia tão nervosa quanto eu. Meu corpo tremia de ansiedade, pedi um pouco de água pra ela e eu vi toda a cena que tinha acontecido quando fui vê-la naquela cidadezinha se formando na minha cabeça, mas continuava nervosa. Então eu roubei um selinho dela, mas ela se afastou rapidamente.
-Eu tava morrendo de saudade de você morena! –abracei-a por trás e beijei sua nuca.
-Eu também. –ela respondeu, se virou e me beijou.
Encostou seu corpo no meu me fazendo tremer. Empurrei-a até ela encostar-se à parede. E deixamos a saudade, a vontade, o desejo, o amor falar mais alto. Perdi a noção de tudo, só queria, precisava senti-la cada vez mais. Ela tem o poder de me fazer sentir coisas que jamais pensei que sentiria. Comecei a beijar seu pescoço, ouvindo-a gemer cada vez mais, aumentando meu desejo de devorá-la inteira. Ela foi se entregando a cada toque, pegou minha mão e deslizou entre suas pernas, por dentro do short, o sexo dela estava tão molhado que meus dedos entraram com uma facilidade incrível! Ao primeiro toque ela gemeu. Nossa o que era aquilo? Meu corpo tremia por dentro.
-Olha como você me deixa neguinha... –sussurrou no meu ouvido.
-Ai morena... –gemi.
Ela rebolava na minha mão, sentia seu sexo pulsando deixando-me louca!
Beijei seu pescoço. Ela gemia e rebolava, senti suas unhas em meu ombro e seu corpo se contraindo. Pedi que gozasse pra mim. Ela gozou e eu gozei junto. Ela me abraçou tão forte, seu corpo ainda em espasmos, sua respiração ofegante. Minha mão ainda estava dentro dela, tirei devagar ela deu um suspiro e me apertou mais ainda, adorei aquela sensação. Ela foi me levando pro quarto dela sem parar de me beijar até me deitar na cama e deitou sobre mim. Beijando-me lentamente, colocando a coxa entre minhas pernas, se esfregando devagar, gemendo baixinho... Eu me arrepiei inteira. Agarrei seus cabelos e suguei sua língua acompanhando o ritmo dela. Queria que ela me sentisse também, do mesmo jeito que eu a senti. Sem parar de beijar peguei sua mão e coloquei dentro da minha bermuda e sentir seus dedos dentro me levou à loucura. Comecei a rebolar gostoso pra ela; aquilo tava me deixando maluca. Até que soltei um gemido alto gozando bem gostoso pra ela. Ficamos nos olhando, minha respiração já estava voltando ao normal. Fiquei prestando atenção em cada detalhe, sua boca, nariz, até que parei nos olhos.
-Eu amo você. –saiu de dentro de mim.
-Eu amo mais. –ouvi-a dizer.
Deu-me um beijo lânguido. Deitou a cabeça em meu peito. Fiquei alguns minutos ali escutando as batidas do seu coração, mexendo em meu cabelo, dei uma olhada pra o relógio, infelizmente eu tinha que ir pra casa.
-Eu tenho que ir amor.
-Não vou deixar você ir embora. –ela disse sentando na minha coxa.
Não resisti, levantei meu corpo ficando de frente pra ela, puxei-a pela nuca e a beijei. Correspondeu com a mesma intensidade.
-Morena, assim eu não vou embora! –disse me deitando de novo.
-Quem disse que eu quero que você vá embora? –e deitou sobre mim.
Beijou-me e começou a esfregar o corpo no meu. Senti seu corpo tremer, fui rebolando devagar. Coloquei minha mão entre suas pernas penetrando-a devagar sentindo ela rebolar gostoso, seu corpo tremendo... Nossos olhos sem se desgrudar nem um minuto. Senti que ela iria gozar e eu também...
Uma coisa eu posso dizer pra vocês...
Tudo era muito novo pra mim, mas uma coisa que eu tenho certeza é que será uma mulher que irá me fazer feliz um dia.

E eu sei que é você!!!

Por: W. Lins

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